
Quase dez meses depois do tsunami de 26 de Dezembro, a terra voltou a tremer a Oriente, matando e ferindo vários milhares de pessoas. Desta vez, o violento sismo, de magnitude de 7,6 na escala de Richter, atingiu sobretudo as regiões montanhosas do Paquistão. O abalo afectou ainda o Noroeste da Índia e estendeu-se também ao Afeganistão.
A zona mais afectada foi a do território de Caxemira. De acordo com um responsável do lado paquistanês, mais de mil pessoas morreram só naquele território. Do lado indiano, os responsáveis apontam para mais de 200 pessoas mortas e 2.700 casas destruídas.
A região da Caxemira é disputada pelo Paquistão e União Indiana desde 1947. Ao abrigo do acordo de independência, Caxemira, território de maioria muçulmana, podia aderir ao Paquistão ou à Índia, tendo optado pelo último. Desde então, a região esteve na origem de dois conflitos militares indo-paquistaneses (em 1947-8 e em 1965) e de uma prolongada guerra de guerrilha que teve um dos seus momentos mais intensos, em 1999, com a infiltração de grupos radicais islamitas na região de Kargil. Em 2004, os governos indiano e paquistanês iniciaram conversações de paz sobre a questão da Caxemira.
Curioso, não é? Dois países que se batem e desentendem, que se matam uns aos outros por uma região durante anos a fio. Agora dois países a experienciar a morte e o sofrimento nessa mesma região porque a natureza é superior a tanta estupidez. Será que ainda vão ter vontade de batalhar por um simples pedaço de terra?
O ser humano é mesmo estranho. Continua a dar mais valor aos bens materiais e ao poder do que às vidas…
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