
Quando nos identificamos com a mente, criamos uma tela opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, julgamentos e definições, que bloqueia todas as relações verdadeiras. Essa tela situa-se entre você e seu Eu Interior, entre você e o próximo, entre você e a natureza, entre você e a Verdade. É essa tela de pensamentos que cria uma ilusão de separação, de que existe você e alguém mais, totalmente à parte. Esquecemos o fato essencial de que, por baixo das aparências físicas, formamos uma unidade com tudo aquilo que existe. (...) Pensar tornou-se uma doença. A doença acontece quando as coisas se desequilibram. Por exemplo, não há nada errado com a divisão e multiplicação das células no corpo humano. Mas, quando isso acontece sem levar em conta o organismo como um todo, as células se proliferam e temos a doença.
Se for usada corretamente, a mente é um instrumento magnífico. Entretanto, quando usada de forma errada, ela torna-se destrutiva. Para ser bem preciso, não é você que usa a sua mente de forma errada. Em geral, você simplesmente não usa a mente. É ela que usa você! Essa é a doença. Você acredita ser a sua mente, eis aí o delírio! O instrumento se apossou de você! Só porque podemos resolver 'palavras cruzadas' ou construir uma bomba atómica, não significa que sabemos usar a mente. Assim como os cães adoram mastigar ossos, a mente adora transformar dificuldades em problemas. É por isso que se dedica às palavras cruzadas e às bombas! Mas, isso não interessa ao Ser. Faço, então, uma pergunta: você consegue livrar-se da sua mente quando quer, achou o botão de 'desligar'?
Do livro "O Poder do Agora", de Eckhart Tolle.
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