segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Algumas curiosidades sobre o Natal na Europa


Na Dinamarca as túlipas e os jacintos fazem parte das decorações de Natal.
Na Áustria é costume organizarem-se «mercados do menino Jesus» em muitas cidades.
O «Christmas Pudding» é uma tradição inglesa. Prepara-se com bastante antecedência pois não se estraga.
O tomte (gnomo) é uma figura indispensável no Natal sueco. É ele que distribui as prendas.
Na cidade de Nápoles, em Itália, o «Museu de Certosa de S. Marino» tem uma extraordinária colecção de Presépios antigos.
Na Finlândia o Pai Natal tem uma casa «Korvatunturi» na Lapónia. Foi construída em 1927.
Na Alemanha as salsichas e a salada de batata fazem parte da ementa de Natal.
Na República Checa festeja-se o feriado de S. Nicolau (Svaty Mikalas). Nesse dia é costume o Santo, envergando as vestes tradicionais dos bispos, passear pelas ruas acompanhado por um diabo e por um anjo.
Na ilha de Chipre, tal como na Grécia é no dia da festa de S. Basílio que se distribuem as prendas.
No Luxemburgo, no dia de Natal é costume haver concertos nas praças e nos jardins.
Na Hungria a decoração da árvore de Natal inclui sempre rebuçados recheados e embrulhados em papel brilhante. E, em muitas localidades, organizam-se presépios vivos com crianças, representando figuras bíblicas.
Em países como a Holanda, Bélgica, Alemanha e França, sobretudo na região da Alsácia-Lorena, festeja-se o dia de S. Nicolau. Em Amesterdão estas festas têm grande relevo e obedecem a uma série de rituais envoltos em lendas: S. Nicolau – «Sinterklass» – vive em Espanha, na cidade de Bilbao e desloca-se num belo cavalo branco acompanhado por um pagem que dá pelo nome de «Zwarte Piet» (Pedro Preto). Quem prepara os presentes durante todo o ano é «Piet». Quanto a «Sinterklass» ocupa-se a escrever num livro vermelho as boas e as más acções de cada um para ficar a saber quem deve ser recompensado e quem deve ser castigado. No dia 6 de Novembro as autoridades contratam dois homens que se vestem a rigor, um de Sinterklass e outro de Zwarte Piet. Deslocam-se de barco para fingir que vêm de Espanha e fazem uma entrada triunfal na cidade com o seu cavalo branco. O presidente da Câmara vai esperá-los, a cidade enfeita-se, as crianças abrem alas cantando canções alusivas à data. O cortejo é visto em todas as terras da Holanda porque a televisão se encarrega de o transmitir. A partir desse dia a figura desdobra-se e aparece com o companheiro nas escolas, nos hospitais, nos escritórios, nas lojas, etc. E a mesma cerimónia vai-se repetindo em toda a parte: Sinterklass abre um livro vermelho, lembra em voz alta os disparates de cada um, ralha um pouco, as pessoas prometem emendar-se e só depois recebem os presentes. Claro que Sinterklass sabe o que deve dizer às pessoas porque foi contratado por alguém da casa que deu as informações necessárias...
Na Dinamarca, Finlândia e Suécia, a festa de Santa Luzia é um acontecimento importante que se enquadra nas comemorações de Natal. Na Suécia organizam-se cortejos em que uma rapariga, de preferência loira e com cabelos compridos, se veste de Santa Luzia e desfila pelas ruas com a sua comitiva ou visita escolas, hospitais, fábricas, etc, procurando transmitir alegria e tornar mais visível e mais forte o espírito de Natal. O traje que enverga é uma túnica branca até aos pés com uma fita vermelha na cintura. Na cabeça leva uma coroa de verdura com velas acesas. É costume associar à presença de Santa Luzia, uns petiscos especiais: pãezinhos doces com açafrão a que se dá o nome de «Lussekatt», ou seja, «gatos de Santa Luzia».
Na Irlanda o dia 26 de Dezembro (Dia de Sto. Estêvão) é celebrado com festejos de rua muito alegres e ruidosos. Os rapazes mascaram-se com roupas estranhas, cabeleiras de palha e carantonhas bizarras. À noite juntam-se em grupos e saem pelas ruas empunhando ramos de azevinho-arma simbólica para «caçar a carriça». São os «Wren Boys» (rapazes da carriça). Cantam e dançam pelas ruas e nas casas das pessoas que os deixam entrar porque é suposto trazerem boa sorte à família.
Em Espanha na véspera do dia de reis organiza-se a «cavalgada dos Reis Magos» nas cidades, vilas e aldeias. Três figurantes vestidos de Gaspar, Baltazar e Belchior desfilam pela rua com cavalos ou camelos e um séquito de pagens. Toda a gente leva os filhos a ver o desfile e é uma alegria apanhar os caramelos que os pagens vão atirando às mãos cheias para a assistência. Nessa noite as crianças põem o sapatinho junto à porta de casa ou no parapeito da janela para receberem os presentes trazidos pelos Reis Magos. Entre as famílias espanholas a troca de prendas é na manhã de 6 de Janeiro.
Na Eslováquia de acordo com um velho costume, os artistas pintam cenas do nascimento de Cristo ou gravam essas cenas em placas de madeira. Depois organizam um cortejo para mostrarem as suas obras. E fazem-se acompanhar por cantores que entoam cânticos diante das casas para desejar saúde e prosperidade aos habitantes.
Antigamente, nas aldeias da Lituânia, era tradição as raparigas solteiras apanharem toros de lenha, tantos quantos conseguissem carregar nos braços. Depois fazia-se a contagem. Se os toros fossem em número ímpar, era sinal de que se casariam em breve. Se fossem em número par, teriam de esperar até ao ano seguinte para testar a sorte.
Na ilha de Malta as crianças saem em procissão levando a imagem de Jesus pelas ruas. Depois, na missa, uma das crianças aparece vestida de apóstolo para ler as passagens do Evangelho de S. Lucas que descrevem o nascimento de Jesus.
As ruas da cidade ficam muito bonitas enfeitadas com coroas multicolores, que se chamam “festuni”.

1 comentário:

  1. Ai que lindo que e o Natal de vcs eu amei e mais bonito do que o nossos aqui do Brasil meu sonho e conhece a Europa bjs.

    ResponderEliminar