É um facto que cada vez mais as pessoas decidem ter filhos depois dos trinta anos, depois de um curso tirado e de uma colocação, depois de uma vida mais ou menos estável. Mas também é um facto que depois desta procura de condições favoráveis à vinda de uma nova vida, surge muitas vezes, e cada vez mais, a notícia de que algo está mal e a possibilidade de estar perante a infertilidade.O conceito de infertilidade é geralmente definido como não ser capaz de engravidar, apesar de tentar, por mais de um ano. Uma visão mais ampla da infertilidade inclui não ser capaz de levar uma gravidez a cabo e ter um bébé.
Confirmado um diagnóstico de infertilidade segue-se uma nova etapa, a procura de causas. A "procura do culpado?" Inicia-se assim uma longa e desesperante caminhada de análises e testes, de modo a chegar a um diagnóstico final.
A infertilidade é um problema não só difícil de enfrentar, como também, e sobretudo, de solucionar. Os casais passam a viver na busca de um filho, o que acarreta ansiedade, frustração, podendo até culminar no desespero e até mesmo, eventualmente, num estado depressivo. A harmonia e a estabilidade da relação podem sofrer abalos dado que, face à novidade, ao mistério da situação, se acabam por culpar e responsabilizar um ao outro, na tentativa de aliviar a culpabilidade e encontrar desesperadamente causa para toda esta situação. Nesta etapa, a pressão por ter um filho pode levar não só a problemas na relação do casal como impeli-los para tratamentos inapropriados, tentativas falhadas que culminam no endividamento e no esgotar das consecutivas e alternativas terapêuticas.
O erro em todo este processo é que o desejo de ter um filho passa muitas vezes a comandar a vida do casal, o que em conjunto com o stress e as tentativas falhadas pode levar à diminuição do desejo sexual e consequente oportunidade mágica de ter um filho. Gera-se um ciclo vicioso em que o acto sexual passa da satisfação de uma necessidade de amor para ser prejudicado pela obrigatoriedade de ter que ser feito para engravidar. A magia perde-se...
A infertilidade é um problema não só difícil de enfrentar, como também, e sobretudo, de solucionar. Os casais passam a viver na busca de um filho, o que acarreta ansiedade, frustração, podendo até culminar no desespero e até mesmo, eventualmente, num estado depressivo. A harmonia e a estabilidade da relação podem sofrer abalos dado que, face à novidade, ao mistério da situação, se acabam por culpar e responsabilizar um ao outro, na tentativa de aliviar a culpabilidade e encontrar desesperadamente causa para toda esta situação. Nesta etapa, a pressão por ter um filho pode levar não só a problemas na relação do casal como impeli-los para tratamentos inapropriados, tentativas falhadas que culminam no endividamento e no esgotar das consecutivas e alternativas terapêuticas.
O erro em todo este processo é que o desejo de ter um filho passa muitas vezes a comandar a vida do casal, o que em conjunto com o stress e as tentativas falhadas pode levar à diminuição do desejo sexual e consequente oportunidade mágica de ter um filho. Gera-se um ciclo vicioso em que o acto sexual passa da satisfação de uma necessidade de amor para ser prejudicado pela obrigatoriedade de ter que ser feito para engravidar. A magia perde-se...
Por tudo isto, a infertilidade origina uma sobrecarga psicológica muito elevada para o casal e existem condições em que pode mesmo gerar a ruptura da relação do casal.
Qualquer que seja a causa, lidar com a infertilidade nunca é fácil. Muitos homens sentem-se roubados no que se refere à sua virilidade quando descobrem um problema de fertilidade. As mulheres por seu lado, sentem-se penalizadas numa função reprodutiva que lhes é sempre atribuída e esperada. Ambos lutam com sentimentos de baixa auto-estima. Essas respostas são normais. A chave para ultrapassar essa situação é o suporte mútuo no seio do relacionamento do casal, a tolerância parte a parte para resolver a situação, na partilha e no acreditar que tudo é possível.
As boas notícias são que cerca de 85% a 90% das infertilidades podem ser tratadas com terapêuticas convencionais, tais como medicamentos ou cirurgia e as taxas de sucesso estão continuamente a melhorar. Hoje, há um amplo espectro de ajuda médica que pode ser disponibilizada aos casais inférteis. Nos últimos cinco a dez anos, tem havido uma explosão de novas informações a respeito de infertilidade e grandes avanços no tratamento pró-fertilidade. Essas novas terapêuticas incluem avanços no tratamento hormonal, uma maior aceitação de inseminação com doador, o desenvolvimento de inseminação intra-uterina (intrauterine insemination, IUI) e avanços em microcirurgia e cirurgia a laser.
As boas notícias são que cerca de 85% a 90% das infertilidades podem ser tratadas com terapêuticas convencionais, tais como medicamentos ou cirurgia e as taxas de sucesso estão continuamente a melhorar. Hoje, há um amplo espectro de ajuda médica que pode ser disponibilizada aos casais inférteis. Nos últimos cinco a dez anos, tem havido uma explosão de novas informações a respeito de infertilidade e grandes avanços no tratamento pró-fertilidade. Essas novas terapêuticas incluem avanços no tratamento hormonal, uma maior aceitação de inseminação com doador, o desenvolvimento de inseminação intra-uterina (intrauterine insemination, IUI) e avanços em microcirurgia e cirurgia a laser. Entretanto, a sociedade parece ambivalente no que se refere à aceitação da infertilidade como um problema de saúde legítimo. Na Europa, a disponibilidade de tratamento de infertilidade é frequentemente limitada por questões económicas ou sujeita a variações na aceitabilidade e/ou acessibilidade do mercado regional. O uso de dadoras de ovos ou de dadores de espermatozóides e de mães substitutas criou grande preocupação e ainda é motivo de debates acalorados e o uso de algumas formas de ART, tais como criopreservação, tem sido questionado. A criopreservação é aceite em alguns países, mas proibida noutros. Provavelmente, nenhum outro procedimento médico foi submetido a tão intenso julgamento religioso, moral e social, como a reprodução assistida.
A realidade da infertilidade é só uma: manter a esperança e aguentar o sofrimento.
É inquestionável a revolta e o sofrimento por que passam os casais relativamente ao seu quadro clínico, a exploração económica inerente a qualquer tipo de tratamento, a dificuldade que se apresenta face aos processos de adopção…
Curiosamente passamos a vida a levantar tantas questões relativamente à vinda de uma nova vida e pouco ou nada se tem vindo a fazer para que os casais que têm de lidar com este tipo de problema, num país onde nos queixamos da baixa taxa de natalidade, possam ter acesso a tratamento sem que tenham de chegar ao ponto de estarem totalmente empenhados para pagar às clínicas particulares. Infelizmente neste país, no que toca a tratamentos de infertilidade estamos quase como no aborto, é proibido mas quem tem dinheiro pode sempre fazer…
A realidade da infertilidade é só uma: manter a esperança e aguentar o sofrimento.
É inquestionável a revolta e o sofrimento por que passam os casais relativamente ao seu quadro clínico, a exploração económica inerente a qualquer tipo de tratamento, a dificuldade que se apresenta face aos processos de adopção…
Curiosamente passamos a vida a levantar tantas questões relativamente à vinda de uma nova vida e pouco ou nada se tem vindo a fazer para que os casais que têm de lidar com este tipo de problema, num país onde nos queixamos da baixa taxa de natalidade, possam ter acesso a tratamento sem que tenham de chegar ao ponto de estarem totalmente empenhados para pagar às clínicas particulares. Infelizmente neste país, no que toca a tratamentos de infertilidade estamos quase como no aborto, é proibido mas quem tem dinheiro pode sempre fazer…
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