Apesar de nunca ter ganho a lotaria, o jovem britânico Andrew Stimpson, que ganha a vida a fazer sanduíches, considera ser «uma das pessoas mais afortunadas do mundo». Tudo porque três anos depois de ter recebido a notícia de que era seropositivo, Stimpson conseguiu aparentemente "curar-se" sem qualquer medicação. O caso está ser analisado pelos especialistas.«Estás curado, é incrível» foi assim que o médico do jovem de 25 anos, Andrew Stimpson, reagiu àquele que pode vir a ser considerado o primeiro caso de "cura espontânea" de um seropositivo.
Homossexual, Andrew foi infectado com o vírus da imunodeficiência humana (VIH) pelo seu companheiro. Em Maio de 2002, sentindo-se cansado e febril, o jovem resolveu recorrer a uma clínica londrina especializada no vírus da sida e fez três testes, todos negativos. Sabendo que o vírus pode revelar-se só três meses depois da infecção, voltou, em Agosto, à Clínica Victoria para a Saúde Sexual e, nessa altura, o teste permitiu identificar os anticorpos que denunciam a presença do VIH.
“O médico garantiu-me que eu podia viver 10, 20 ou 40 anos, mas eu soube instintivamente que morreria jovem. Tinha decidido que não veria o VIH transformar-se em sida.” O rapaz planeou o suicídio, que concretizaria quando adoecesse. Disse que era seropositivo apenas à irmã, Louise, e ao namorado, Juan.
Andrew não foi medicado, pois, como a infecção estava no início, apresentava baixa carga vírica. Limitou-se a tomar suplementos vitamínicos com o objectivo de se manter tão saudável quanto possível. “Rezei para que alguém aparecesse nas notícias a anunciar um remédio para a sida. Rezei para que acontecesse um milagre.” O ‘milagre’ aconteceu, um ano após o diagnóstico.
Andrew fazia regularmente análises ao sangue e verificava o estado do fígado, coração e sistema imunitário. Espantava os médicos com a sua excepcional condição física, rara num seropositivo. Por isso, em Outubro de 2003, foi-lhe proposto que se submetesse a novo teste de despistagem. O resultado foi negativo. Repetiram-no: não havia sinal do vírus. “A minha vida passou de um extremo a outro. Os meus sonhos voltaram. Não sou uma pessoa religiosa, mas sinto-me abençoado.”
A notícia avançada pelo semanário “News of the World” mereceu as observações de alguns especialistas incrédulos com este caso, advertindo para a possibilidade de a identidade do paciente e os relatórios das amostras terem sido trocados, como aliás aconteceu com dois casos anteriormente reportados como "curas espontâneas". Mas, os médicos que acompanharam Andrew Stimpson são peremptórios.
Após um rigoroso inquérito ficaram com a certeza de que este é mesmo o primeiro caso conhecido de "cura espontânea" de HIV.
Na carta publicada pelo "News of The World" e pelo “Mail on Sunday” hospital onde o paciente foi acompanhado garante que «não houve qualquer erro de identidade ou exame das análises» . No mesmo comunicado pode ler-se - «O facto de ter passado de um resultado positivo para um resultado negativo é excepcional e assinalável do ponto de vista médico».
Patrick Dixon, especialista em HIV, disse à Sky News que esta é a primeira vez que alguém expulsou o vírus do corpo.
Não há cura conhecida para HIV/Aids, responsável pela morte de milhões de pessoas, principalmente em partes da África. Especialistas dizem que quase 35 milhões de pessoas são portadoras do vírus.
"Há boatos de casos semelhantes de suposta cura – eliminação do vírus – na África. Mas este é o primeiro caso bem documentado e seu acompanhamento é muito importante para pesquisas, que envolvem a complexidade do HIV", afirmou Dixon.
"A Aids é um problema enorme, para o qual no momento não há cura", disse Dixon.
Será este um "milagre" da Natureza ou existirá no organismo deste jovem a chave biológica que falta para o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra uma das mais graves doenças mortais, que afecta milhões de pessoas de qualquer raça, crença ou orientação sexual? A confirmar-se esta notícia dada este mês, a comunidade médica e muitos milhões de pessoas terão recebido antecipadamente a prenda do Natal das suas vidas.
"Há boatos de casos semelhantes de suposta cura – eliminação do vírus – na África. Mas este é o primeiro caso bem documentado e seu acompanhamento é muito importante para pesquisas, que envolvem a complexidade do HIV", afirmou Dixon.
"A Aids é um problema enorme, para o qual no momento não há cura", disse Dixon.
Será este um "milagre" da Natureza ou existirá no organismo deste jovem a chave biológica que falta para o desenvolvimento de uma vacina eficaz contra uma das mais graves doenças mortais, que afecta milhões de pessoas de qualquer raça, crença ou orientação sexual? A confirmar-se esta notícia dada este mês, a comunidade médica e muitos milhões de pessoas terão recebido antecipadamente a prenda do Natal das suas vidas.
Maravilhosa notícia, seria magnífico se este facto fosse o início de uma viragem na história da medicina, e em particular do HIV. Infelizmente ainda é um flagelo cada vez mais vertiginoso, mas vamos manter esperança de que um dia os cientistas e médicos prodigiosos possam encontrar de facto uma cura.
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